A Cáritas Diocesana de Rondonópolis sugere a todos os projetos a desenvolverem neste ano de 2024 o Projeto Geral cujo tema será: Fraternidade e Solidariedade – Lema: Somos todos filhos de Deus! Sabermos que somos toda parte de uma única família humana criada a imagem e semelhança de Deus e, portanto chamados a viver em comunhão e solidariedade. “Vós sois todos irmãos e irmãs”. (Mt 23,8). Quando nós reconhecemos verdadeiramente filhos e filhas de Deus, precisa estar muito claro, dentro e diante de nós, que somos irmãos, obras primas oriundas das mãos do mesmo Pai, nosso Pai do céu. Autor da vida e do amor e da fraternidade. A partir desta consciência, o que leva o homem a ser movido pelo ódio, rancor, disputas e até a morte de seu semelhante? E aqui não somente a morte corporal, e sim a morte do outro dentro do coração, que nasce da indiferença e da intolerância. Infelizmente trazemos a erva daninha da inveja, do orgulho, da soberba e a satisfação dos desejos mais egoístas.
Por esse motivo a campanha da Fraternidade de 2024, proposta pela CNBB (Conferência dos Bispos do Brasil) e o Projeto Geral da Cáritas nos apresenta uma importante reflexão sobre a fraternidade e a amizade social, inspirada na carta encíclica Frateli Tutti do Papa Francisco do de 2020. Refletir sobre a amizade social nos coloca diante desta verdade: Somos filhos e filhas amados por Deus, e no outro podemos e devemos encontrar o mesmo Senhor que habita em nós. Convida-nos a refletir sobre como devemos agir em comunidade, sociedade e como humanos pautados na vontade de Deus, em amamos e respeitamos uns aos outros. Esse amor e esse respeito não se devem basear apenas em conceito palavras, mas também em ações convictas que visam à transformação da vida de pessoas que necessitam de apoio, empatia, justiça social e igualdade.
O tema desperta em nós o olhar para a beleza da vida e da fraternidade humana na esperança de dias melhores em que devemos buscar desenvolver ações práticas e mudanças em relação como vimos e enxergamos o outro independente de sua raça, religião, costume, e cultura, visto que estamos vivendo ainda em um mundo machucado e sofrido pela dor e lembranças das catástrofes naturais, fome e pandemia.
A questão politica também transformou a sociedade, em uma sociedade dividida, ferida e com seus ideais marginalizados e ações equivocadas esquecendo que uma nação digna, é uma nação feliz.
Desde 1942 a Cáritas Diocesana de Rondonópolis é vista como sinal de amor, caridade e reconhecimento do próximo, reforçando os ensinamentos de Jesus Cristo onde oferece desde sua vinda a terra como um de nós que somos irmãos e irmãs e devemos amar uns ao outros, tornando a paz uma realidade concreta, possível e passiva para todos os povos.
O que é fraternidade e solidariedade.
A Fraternidade nos confere a ideia de irmandade, conjunto de irmãos, afeição entre irmãos. Que promove a solidariedade, o respeito mútuo e a cooperação de um ambiente mais justo e harmonioso. Em todos os setores da sociedade desde a política até a cultura, a fraternidade desempenha um papel crucial na promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e equitativa. Ela está ligada a solidariedade, a empatia, e ao respeito mutuo entre as pessoas. A fraternidade não é apenas uma virtude pessoal, mas também um valor que deve ser promovido e incentivado em todos os níveis de sociedade.
A solidariedade é um sentimento recíproco que estabelece um vínculo moral entre as pessoas e à vida, criando laços de fraternidade. Representa dividir conversas, repartir carinho, conquistas, esperanças, e preocupações, mostrar caminhos aprender, receber e fornecer informação. A atitude solidária é a doação de si e um desprendimento, seja de ordem afetiva/ emocional ou material. É uma forma de exercitar a empatia e tentar manter o olhar de afeto sobre as necessidades de outras pessoas. Um ato de bondade é compreensão com o próximo ou um sentimento, uma união de simpatias interesses ou propósitos entre membros de um grupo.
Praticar a solidariedade é ter empatia à flor da pele. Assim, a pessoa ou a comunidade se sente compelida a agir em situações de calamidade, seja ela social política ou ambiental. Dessa maneira, é importante que a solidariedade seja estimulada desde cedo nas pessoas. Afinal, elas podem se tornar adultas mais conscientes do seu papel na sociedade.
Objetivo Geral:
Despertar em todos os segmentos escolares e comunidade local o valor e beleza da fraternidade e solidariedade humana, promovendo e fortalecendo os vínculos de amizade social, para que, em Jesus Cristo a paz, seja realidade entre todas as pessoas.
A solidariedade cristã
A solidariedade também é bastante presente na doutrina social da Igreja Católica. São Marcelino Champagnat, por exemplo, fundador do Instituto Marista, passou a vida defendendo o amor por todos e uma atenção especial às pessoas. Seu legado permanece até hoje nas congregações oriundas dessa instituição.
Além disso, em 10 de agosto se comemora o Dia Mundial da Solidariedade Cristã, que busca unir as diferentes vertentes cristãs em torno de um objetivo comum. Ou seja, é estimulado que o amor e a empatia precisam se tornar ações concretas de combate à desigualdade e às injustiças.
Maneiras de exercer a solidariedade na prática:
1. Lembre-se que somos todos iguais.
Esqueça os rótulos. Ignore gênero, raça, etnia, origem, idade, orientação sexual, religião ou qualquer outra característica usada, muitas vezes, para discriminar. Tenha na cabeça que os seres humanos dependem um do outro. Seja solidário com quem precisa de você e esteja aberto a receber ajuda quando precisar.
2. Ouça o que o outro tem a dizer.
Muitas vezes, a solidariedade pode ser praticada apenas com algo que não custa nada: tempo e ouvido. Escutar as demandas do outro, principalmente as mais complexas, pode aliviar o fardo. Além disso, é possível ter visões diferentes de como ajudar apenas compreendendo a real necessidade da pessoa.
3. Tenha um olhar mais atento.
Algumas situações se tornam tão rotineiras que podemos não perceber que elas fazem diferença na vida de outras pessoas. Tomar banho ou trocar de absorvente, por exemplo, parecem atitudes banais, mas muitas pessoas não têm acesso. Podemos praticar a solidariedade com elas?
4. Compartilhe o seu dom.
Você certamente possui algum dom ou alguma habilidade que pode fazer a diferença. Inclusive, sendo parte da sua profissão. Porém, que tal reservar momentos no mês ou no ano para compartilhar essa experiência com quem necessita?
5. Seja genuíno.
A solidariedade deve ser um comportamento altruísta. Ou seja, você deve exercê-la sem esperar algo em troca. Seu desejo de ajudar o próximo deve ser genuíno e pode, inclusive, ser feito no anonimato.
Como ensinar fraternidade e solidariedade para as crianças?
Solidariedade e a fraternidade são abertas a todos, para além de qualquer limite, geográfico, moral, qualquer limite que se possa admitir a relação fraterna. Ensinar fraternidade e solidariedade para crianças é uma maneira de ter, no futuro, cidadãos mais humanos e cientes de suas responsabilidades com os outros.
A partir dos 02 anos os pequenos já começam a se conscientizar sobre o próximo. Ações como colaboração, ajudar e compartilhar tendem a ficarem mais claras em suas mentes. É importante destacar que a fraternidade e solidariedade não se resumem a doar algo. Então o papel da escola é incentivar os instintos de amor e ética das crianças, enquanto ensina conceitos, estimula ações e explica a importância do comportamento solidário para uma realidade mais fraterna.
Ensinar sobre fraternidade e solidariedade para crianças é crucial do ponto de vista da psicologia por várias razões importantes:
- Desenvolvimento Moral: Durante a infância, as crianças estão em um estágio crucial de desenvolvimento moral, no qual estão formando suas próprias noções de certo e errado, bem como seu senso de empatia e compaixão. Ao ensinar sobre fraternidade e solidariedade, estamos fornecendo a elas modelos e valores que promovem comportamentos altruístas e colaborativos.
- Construção de Relacionamentos Saudáveis: A fraternidade e a solidariedade são fundamentais para construir relacionamentos saudáveis e satisfatórios. Ao entender a importância de ajudar e apoiar os outros, as crianças desenvolvem habilidades sociais essenciais, como cooperação, respeito mútuo e empatia.
- Bem-Estar Emocional: Agir de maneira solidária e fraterna não apenas beneficia os outros, mas também traz benefícios significativos para o bem-estar emocional das próprias crianças. O ato de ajudar os outros pode gerar sentimentos de satisfação, gratidão e conexão comunitária, contribuindo para uma autoestima saudável e uma sensação de pertencimento.
- Prevenção do Comportamento Antissocial: Ensinar valores de fraternidade e solidariedade desde cedo pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de comportamentos antissociais, como bullying e agressão. Quando as crianças aprendem a importância de respeitar e apoiar os outros, estão menos propensas a se envolver em comportamentos prejudiciais.
- Construção de uma Sociedade Mais Justa e Equitativa: Uma compreensão profunda de fraternidade e solidariedade pode inspirar as crianças a se tornarem agentes de mudança em suas comunidades, trabalhando para promover a justiça social e a igualdade de oportunidades para todos.
Em resumo, ensinar sobre fraternidade e solidariedade para crianças não apenas promove o desenvolvimento moral e emocional delas, mas também contribui para a construção de relacionamentos saudáveis, previne comportamentos prejudiciais e cultiva uma sociedade mais compassiva e justa.
Sobre ensinar para as crianças que todos somos filhos de Deus sob a perspectiva da psicologia envolve considerar diversos aspectos:
- Senso de Pertencimento e Identidade: Para muitas pessoas, a ideia de serem filhos de Deus proporciona um senso profundo de pertencimento e identidade. Isso pode ser especialmente significativo em momentos de adversidade ou incerteza, fornecendo uma base sólida para a autoestima e o sentido de propósito.
- Fonte de Conforto e Esperança: A crença de que todos são filhos de Deus pode servir como uma fonte de conforto e esperança, especialmente em momentos de dificuldade emocional ou existencial. A ideia de que cada indivíduo é amado e valorizado por uma força maior pode oferecer consolo em tempos de solidão ou desespero.
- Ética e Moralidade: A noção de que todos são filhos de Deus pode influenciar a ética e a moralidade de uma pessoa. Ao internalizar essa crença, algumas pessoas podem sentir uma responsabilidade maior para com os outros e para com o mundo, baseando suas ações em princípios de amor, compaixão e respeito mútuo.
- Comunidade e Conexão Social: A ideia de que todos são filhos de Deus pode promover um senso de comunidade e conexão social entre as pessoas que compartilham essa crença. Isso pode servir como um ponto de partida para a construção de relacionamentos significativos e redes de apoio dentro de comunidades religiosas.
- Desenvolvimento Espiritual e Crescimento Pessoal: Para muitos, a crença em ser um filho de Deus faz parte de sua jornada espiritual e de crescimento pessoal. Essa crença pode incentivar a busca por significado e transcendência, levando a uma maior introspecção, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.
No entanto, é importante reconhecer que nem todas as pessoas compartilham dessa crença, e a sua importância pode variar de acordo com as convicções individuais e culturais. Além disso, enquanto para algumas pessoas essa crença pode ser uma fonte de conforto e orientação, para outras pode não ter o mesmo significado ou relevância.
Fontes:
Bíblia Sagrada CNBB 10ed. São Paulo edições CNBB/editora canção Nova.
https://www.cnbb.org.br>a-import…






































